Negociar o plano de saúde nunca foi simples. Mas, nos últimos anos, esse processo se tornou significativamente mais complexo para gestores, profissionais de RH e lideranças financeiras. Reajustes elevados, menor flexibilidade das operadoras e mudanças estruturais no setor da saúde suplementar transformaram a negociação em um desafio técnico e estratégico.

Enquanto empresas tentam manter um benefício essencial para atrair e reter talentos, o mercado enfrenta aumento de custos médicos, pressão regulatória e um cenário econômico instável. O resultado é claro: negociar o plano de saúde exige hoje muito mais preparo, dados e estratégia do que no passado.

Este texto explora os desafios emergentes que gestores de planos de saúde enfrentam ao negociar benefícios para seus colaboradores.

Neste artigo, você vai entender por que ficou mais difícil negociar o plano de saúde, o que mudou após a pandemia e quais caminhos ajudam empresas a enfrentar esse cenário com mais previsibilidade e menos impacto financeiro.

Vamos auxiliar os gestores a navegar por esse cenário complexo, assegurando a sustentabilidade financeira e a satisfação dos beneficiários.

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O cenário atual da negociação dos planos de saúde

Os reajustes dos planos de saúde empresariais seguem em patamares elevados, afetando tanto pequenas e médias empresas quanto grandes corporações. No caso das PMEs, o impacto costuma ser ainda mais severo devido ao modelo de contratação.

Empresas com até determinado número de vidas geralmente fazem parte do chamado pool de risco.

Nesse modelo, o uso do plano é diluído entre várias empresas e a sinistralidade deixa de ser controlada individualmente. Isso reduz drasticamente o poder de negociação, já que o reajuste aplicado busca compensar perdas do grupo como um todo.

Nos últimos anos, a flexibilização dos contratos PME, incluindo a possibilidade de contratos com apenas duas vidas, ampliou o acesso, mas também trouxe um efeito colateral relevante. Após o primeiro ano, os reajustes costumam ser expressivos, surpreendendo empresas que entraram com valores iniciais mais baixos.

Mesmo grandes empresas, que tradicionalmente possuem maior poder de barganha, passaram a enfrentar negociações mais duras. O aumento generalizado dos custos assistenciais reduziu a margem de manobra das operadoras, tornando as negociações menos flexíveis em praticamente todos os perfis de contrato.

Por que negociar o plano de saúde ficou mais difícil nos últimos anos

Diversos fatores se combinam para explicar por que negociar o plano de saúde se tornou tão desafiador. Entre os principais, destacam-se:

    • O aumento expressivo dos custos médicos e hospitalares, impulsionado por inflação médica acima da inflação geral.
    • A demanda reprimida por procedimentos entre 2020 e 2021, que explodiu no período pós-pandemia
    • A ampliação do Rol de Procedimentos da ANS, com inclusão de terapias e tratamentos de alto custo
    • A judicialização crescente da saúde suplementar, que gera imprevisibilidade para as operadoras
    • O envelhecimento da população beneficiária, elevando o risco assistencia
    • A consolidação do mercado, com menos operadoras e menor concorrência efetiva

Além disso, muitos contratos atingiram um estágio de maturidade. No início, as operadoras concentram receita enquanto as carências ainda estão vigentes. Com o passar do tempo, o uso aumenta, as despesas crescem e o equilíbrio econômico do contrato se deteriora, refletindo diretamente nos reajustes.

O impacto das mudanças regulatórias na negociação

A regulamentação também passou a pesar mais nas negociações. A decisão do Judiciário que reforçou o caráter exemplificativo do Rol da ANS ampliou a obrigatoriedade de cobertura para diversos tratamentos. Terapias sem limite de sessões e medicamentos de alto custo passaram a integrar a rotina das operadoras.

Embora essas mudanças representem avanços importantes para os beneficiários, elas elevam o custo assistencial e reduzem a margem de negociação. Na prática, muitas operadoras passaram a adotar uma postura mais rígida, com menos espaço para concessões durante as renovações contratuais.

Para gestores, isso significa que negociar o plano de saúde sem considerar esse contexto regulatório se tornou inviável. O diálogo deixou de ser apenas comercial e passou a exigir leitura técnica e jurídica do cenário.

Como negociar o plano de saúde de forma mais estratégica

Diante desse cenário, a improvisação deixou de ser uma opção. Negociar o plano de saúde hoje exige método, informação e visão de longo prazo.

O primeiro passo é conhecer profundamente o perfil da população beneficiária. Dados como sinistralidade, frequência de uso, principais tipos de procedimento e concentração de custos são fundamentais. Sem essas informações, qualquer negociação fica fragilizada.

Antecipar-se ao período de renovação também faz diferença. Negociações iniciadas com antecedência permitem avaliar alternativas, comparar propostas e construir contrapontos mais sólidos. Quando o processo acontece em cima do prazo, o poder de barganha diminui drasticamente.

Outro ponto essencial é analisar o desenho do plano. Ajustes em rede credenciada, acomodação, coparticipação e modelos de reembolso podem gerar economia sem comprometer a percepção de valor do benefício. Muitas vezes, a solução não está em reduzir cobertura, mas em redesenhar o plano de forma mais eficiente.

Comparar operadoras e modelos de contrato, mesmo que a intenção não seja trocar, fortalece a negociação. Benchmarking limita abusos e ajuda a contextualizar os reajustes propostos.

O papel da Bentec na negociação dos planos de saúde

A Bentec atua como consultoria e corretora especializada na gestão de benefícios, com foco específico em planos de saúde empresariais. Seu diferencial está na condução técnica das negociações aliada ao acompanhamento contínuo dos contratos.

Em vez de atuar apenas no momento da renovação, a Bentec apoia empresas ao longo de toda a vigência, analisando dados de uso, orientando gestores e contribuindo para a construção de um cenário mais equilibrado de custos.

Esse modelo permite que a negociação deixe de ser reativa e passe a ser estratégica, com decisões baseadas em informação, previsibilidade e sustentabilidade financeira. Isso porque o acompanhamento junto à operadora é sempre ativo durante toda a vigência do contrato, e não apenas no momento da renovação. Para garantir o uso consciente do plano pelos colaboradores e facilitar essa negociação dos reajustes.

Lembre-se: adaptar-se a essas mudanças pode se transformar em uma oportunidade para inovar e criar soluções que agreguem valor tanto para as empresas quanto para os seus colaboradores.

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Principais perguntas e respostas sobre como negociar o plano de saúde

Por que o plano de saúde ficou mais caro para a empresa?

O plano de saúde pode ficar mais caro por aumento da sinistralidade, envelhecimento da população, inflação médica, uso excessivo do benefício e negociações desfavoráveis com a operadora no momento da renovação do contrato.


O que é sinistralidade e como ela impacta o reajuste do plano de saúde?

Sinistralidade é a relação entre o valor pago em mensalidades e o custo dos atendimentos utilizados. Quanto maior a sinistralidade, maior tende a ser o reajuste aplicado pela operadora no plano de saúde empresarial.


O reajuste do plano de saúde empresarial é regulado pela ANS?

Não. Diferente dos planos individuais, os planos de saúde empresariais não têm reajuste definido pela ANS. O percentual é negociado entre empresa e operadora, com base no histórico de uso e custos assistenciais.


É possível negociar o reajuste do plano de saúde da empresa?

Sim. Empresas que analisam dados de uso, identificam desperdícios e apresentam um histórico organizado conseguem negociar reajustes menores. A negociação técnica com a operadora faz grande diferença nesse processo.


Reduzir o uso do plano de saúde ajuda a diminuir o reajuste?

Reduzir o uso inadequado, sim. O objetivo não é impedir o acesso à saúde, mas orientar o uso correto do plano, priorizando prevenção, atenção primária e evitando pronto-socorro e exames desnecessários.


Programas de saúde corporativa ajudam a reduzir custos?

Sim. Programas de saúde corporativa ajudam a identificar doenças precocemente, reduzir internações e controlar casos crônicos, o que impacta diretamente na redução da sinistralidade e dos reajustes futuros.


Telemedicina realmente reduz custos do plano de saúde?

Sim. A telemedicina reduz idas desnecessárias ao pronto-socorro, agiliza diagnósticos e diminui custos assistenciais. Empresas que estimulam o uso correto da telemedicina tendem a ter melhor controle financeiro do plano.


Trocar de operadora é a melhor solução quando o plano fica caro?

Nem sempre. Trocar de operadora pode gerar novos custos, carências e perda de histórico. Muitas vezes, uma boa gestão do contrato e renegociação estratégica traz resultados melhores do que a troca imediata.


Pequenas e médias empresas também podem reduzir custos com plano de saúde?

Sim. PME costumam sofrer mais com reajustes altos, mas também têm grande potencial de redução quando adotam gestão ativa do benefício, análise de dados e apoio especializado na negociação com operadoras.


Quando a empresa deve começar a se preparar para a renovação do plano de saúde?

O ideal é iniciar a preparação com pelo menos 90 a 120 dias de antecedência da data de renovação. Isso permite analisar dados, implementar ações corretivas e negociar com mais poder.


Vale a pena contratar uma consultoria para gestão do plano de saúde?

Sim, especialmente quando a empresa enfrenta reajustes elevados. Uma consultoria especializada ajuda a interpretar dados, negociar com operadoras e implementar ações que reduzem custos sem comprometer a saúde dos colaboradores.