Acompanhar as tendências do mercado de seguros virou parte da gestão de risco de qualquer empresa. O que antes era assunto de especialista hoje chega à mesa do dono do negócio, do diretor financeiro e do RH, porque a exposição mudou de tamanho.
Ataques digitais, contratos que exigem garantia, executivos processados por decisões de gestão. Nada disso era prioridade há alguns anos. Agora, é rotina.
Neste guia, você vai entender as principais tendências dos seguros corporativos, o que está por trás delas e como cada movimento afeta a proteção da sua empresa. Sem jargão, direto ao ponto que importa para quem decide.
Quais são as principais tendências do mercado de seguros hoje?
As tendências do mercado de seguros apontam para uma direção clara: proteção patrimonial e empresarial em alta. Em 2025, o setor de Danos e Responsabilidades cresceu 7,5% e alcançou R$ 144,5 bilhões em prêmios, segundo a CNseg. O motor é a busca das empresas por blindagem contra riscos que antes eram ignorados.
Cinco movimentos definem esse momento. Vamos ver cada um deles, com dado e contexto, para você entender onde a sua empresa se encaixa.
1. O seguro cyber deixou de ser opcional
O crescimento é o mais acelerado do setor. Até fevereiro de 2026, a arrecadação do seguro cibernético somou R$ 73,6 milhões, alta de mais de 185% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos últimos cinco anos, o avanço acumulado passa de 880%, conforme a CNseg.
A razão é simples: os ataques explodiram. Os indiciamentos por crimes cibernéticos cresceram 221% entre 2023 e 2025, segundo a Polícia Federal. E o Brasil concentrou 84% das tentativas de ataque da América Latina em levantamento recente da Fortinet.
O que muda para a empresa: um ataque gera prejuízo operacional, ação judicial e multa de LGPD. Ainda assim, menos de 40% das empresas brasileiras têm cobertura específica. Quem se antecipa protege o caixa e a reputação a um custo baixo perto do risco.
2. O seguro D&O protege o patrimônio de quem decide
Decisões de gestão viram processos com frequência cada vez maior. O seguro Directors & Officers, o D&O, cobre diretores, conselheiros e administradores contra custos de defesa e indenizações quando são responsabilizados pessoalmente por atos de gestão.
Vários fatores empurram essa demanda. A LGPD passou a responsabilizar gestores pelo tratamento de dados. A Receita ampliou auditorias sobre PMEs em 2025. E credores têm recorrido com mais frequência à desconsideração da personalidade jurídica, cobrando dívidas diretamente do patrimônio dos diretores.
O que muda para a empresa: sem D&O, o executivo escolhe entre pagar advogado e manter a empresa de pé. Com a apólice, a seguradora arca com a defesa e o negócio segue. Por isso o D&O virou condição que muitos profissionais exigem antes de aceitar um cargo de liderança.
3. O seguro garantia cresce puxado pela nova lei
Quem trabalha com contratos públicos ou privados sente a mudança. Nos dois primeiros meses de 2025, a arrecadação de seguro garantia cresceu 29,7% ante o mesmo período de 2024. O segmento de Crédito e Garantia teve a maior variação de todo o mercado em 2025, com alta de 19,5%, segundo o IRB.
O impulso vem da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), que fortaleceu o uso do seguro garantia em contratos administrativos e criou a cláusula de retomada para obras de grande vulto, acima de R$ 200 milhões.
O que muda para a empresa: o seguro garantia substitui fianças e depósitos em dinheiro. A empresa cumpre o contrato sem imobilizar capital nem comprometer o crédito, o que libera recursos para o próprio negócio.
4. O seguro transporte acompanha o risco da operação
Cada carga que sai do armazém carrega um risco. O seguro transporte protege a mercadoria contra roubo, acidente, avaria e extravio, da coleta à entrega, no Brasil e no exterior. Para empresas que dependem de logística, ele é o que mantém a operação previsível.
Com a retomada de investimentos em infraestrutura e o crescimento do e-commerce, o volume transportado subiu, e com ele a exposição a sinistros na estrada.
O que muda para a empresa: uma carga perdida sem seguro vira prejuízo direto no resultado. A apólice certa transforma um evento imprevisível em custo controlado e planejável.
5. A vida em grupo entra na estratégia de benefícios
O seguro de vida em grupo virou ferramenta de atração e retenção, ao lado do plano de saúde. Empresas que oferecem um pacote de benefícios completo ataem mais talentos, sendo o seguro de vida o principal imã desse pacote.
O que muda para a empresa: benefício bem estruturado reduz turnover e sinaliza cuidado com o time. Quando saúde e vida são geridos pela mesma corretora, a empresa ganha coerência e negocia melhor.
Como a tecnologia move as tendências do mercado de seguros
A tecnologia é o motor por trás de boa parte das tendências do mercado de seguros. Ela mudou como o risco é avaliado, como a apólice é contratada e como o sinistro é resolvido. E, no fim, tornou a proteção mais precisa para cada perfil de empresa.
A análise de dados permite que a seguradora entenda o risco real de cada operação, e não uma média genérica. Isso significa preço mais justo: quem tem boa governança e controles maduros paga menos.
No seguro cyber, isso é regra, pois a contratação exige relatório de incidentes e maturidade em segurança da informação para aprovar a apólice. A tecnologia ajuda a precificar o risco e obriga a empresa a se proteger melhor antes mesmo do sinistro.
Por que contar com uma corretora consultiva faz diferença
Porque cada linha tem regra, exclusão e franquia que só um especialista traduz. Nesse ponto, o apoio de uma consultoria é essencial.
A Bentec estrutura seguros corporativos em parceria com o Grupo RBM, que tem mais de 45 anos de mercado, e trabalha com as principais seguradoras do país, como Allianz, Zurich, AIG e Chubb. A escolha é sempre focada no melhor custo-benefício para a empresa.
Há um diferencial que poucas corretoras oferecem: a Bentec cuida de saúde e de seguros corporativos na mesma casa. A empresa que já confia a gestão do plano de saúde à Bentec resolve, com o mesmo parceiro, a proteção do patrimônio, dos contratos e da liderança.
O trabalho segue quatro etapas:
- Primeiro, a análise dos riscos reais do negócio: dados, contratos, operação e exposição da liderança.
- Depois, a negociação com as melhores seguradoras.
- Em seguida, o gerenciamento das apólices, endossos e renovações num calendário único.
- E, por fim, a consultoria que traduz coberturas e limites em decisão de negócio, antes de você assinar.
Tendências do mercado de seguros: o que esperar dos próximos anos
O caminho é de proteção mais ampla e mais integrada. O risco cibernético seguirá crescendo, empurrado pela digitalização e por novas exigências regulatórias. Em 2025, o Banco Central já tornou o seguro cyber obrigatório para prestadores de tecnologia do Sistema Financeiro Nacional, um primeiro gatilho legal que tende a se espalhar.
O ambiente corporativo mais litigioso vai manter o D&O em alta. A agenda ESG amplia a responsabilidade dos executivos e cria novos cenários de risco que a apólice precisa cobrir.
A entrada em vigor da nova Lei de Seguros (Lei nº 15.040/2024), em dezembro de 2025, reforça esse movimento, com mais transparência nos sinistros e prazos mais rígidos para as seguradoras. O mercado fica mais profissional, e a empresa que se cerca de bons parceiros sai na frente.
Fique sempre atento às mudanças
As mudanças no setor refletem um novo patamar de risco para as empresas brasileiras, e ignorá-las custa caro. É essencial buscar sempre a proteção que atende estrategicamente o seu negócio.
O passo mais inteligente é contar com a inteligência de uma análise consultiva para entender onde a sua empresa está exposta e qual cobertura faz sentido, antes que o risco vire prejuízo.
Entender as tendências do mercado de seguros é o primeiro passo. Estruturar a proteção certa é o próximo.
Fale com um consultor da Bentec e peça uma análise gratuita dos riscos da sua empresa.
Perguntas frequentes sobre as tendências do mercado de seguros
O que são seguros corporativos?
São seguros voltados à proteção da empresa, e não da pessoa física. Cobrem patrimônio, contratos, operação e a responsabilidade dos gestores. Os principais são cyber, D&O, garantia, transporte e vida em grupo.
Qual seguro empresarial cresce mais rápido no Brasil?
O seguro cyber. A arrecadação subiu mais de 185% até fevereiro de 2026 sobre o ano anterior, e mais de 880% nos últimos cinco anos, conforme a CNseg, puxada pelo aumento de ataques digitais e pela LGPD.
Toda empresa precisa de seguro D&O?
Não é obrigatório por lei, mas é cada vez mais adotado. Qualquer empresa com diretores, conselheiros ou administradores que tomam decisões de gestão tem exposição. Quanto maior a estrutura, maior o risco de responsabilização pessoal.
Por que o seguro garantia está em alta?
Pela Nova Lei de Licitações, que fortaleceu seu uso em contratos públicos. Ele substitui fianças e depósitos, permitindo que a empresa cumpra o contrato sem imobilizar capital. A arrecadação cresceu quase 30% no início de 2025.
A Bentec trabalha com seguros além do plano de saúde?
Sim. Além da gestão de plano de saúde corporativo, a Bentec estrutura seguros empresariais de cyber, D&O, garantia e transporte, em parceria com o Grupo RBM. Saúde e seguros são geridos pela mesma corretora.
